LITURGIA DO NATAL

Categoria (Artigos, Liturgia Diária) por Alexandre em 12/21/2016

Um povo que andava na escuridão,Viu uma grande luz!
1.Acolhida.
Repetindo o anúncio do anjo aos pastores, a Igreja proclama uma grande alegria para os pobres de nosso tempo. Não é “alegria do Papai Noel” – comida abundante, para poucos – mas Ela anuncia o nascimento do Menino Deus! Nasceu em Belém, pobre entre os pobres, mas ele é o Salvador.
Os anjos cantam nas alturas: “Gloria a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens por Ele amados!” O motivo da alegria para os pobres deste mundo injusto é a certeza do amor de Deus. Não somos uns infelizes abandonados! Deus vem à nossa procura para nos restituir a dignidade de filhos de Deus. Alegremo-nos e cantemos as glórias de Deus e a boa sorte dos homens por Ele amados!

2.Palavra de Deus.
Is 9,1-6 – O pecado apagou a luz de Deus em nosso coração – estávamos na escuridão – mas, hoje, Deus reacende a luz libertadora com o nascimento do Menino com marcas de realeza. É o Filho de Deus que vem à nossa procura e vai ensinar-nos o c aminho da volta.
Tt 2,11-14 – O caminho da volta exige abandonar a iniqüidade e viver de acordo com o ensinamento do Menino que nos pede uma vida iluminada pela prática do bem.
Lc 2,1-14 – O Menino nasce num abrigo de animais e, enfaixado por sua Mãe, foi reclinado num cocho destinado à alimentação dos animais. O Rei do céu e da terra revela-se numa pobreza total! A lógica do amor divino contradiz a lógica do mundo materialista e ladrão!

2.Reflexão.
O Natal de Jesus é motivo de alegria para todas as pessoas de boa vontade, especialmente, para os pobres. O Mundo materialista de nosso tempo promove o “Natal do Papai Noel” que nada tem a ver com o Natal de Jesus. Papai Noel representa o esforço do mundo consumista e materialista para apagar a lembrança do Menino de Belém! Ele “promove a alegria” para poucos privilegiados. Pior ainda, provoca o desejo do consumo, especialmente, para as crianças, mas este é impossível para os pobres. Em vez de alegria, causa frustração e tristeza!

Mesmo os cristãos, na celebração do Natal de Jesus, acentuam a comida e a bebida abundantes (quando possível!). Disse-me alguém: “No Natal quero comer bastante e beber todas!” Minha resposta: Esse não é o Natal de Jesus, mas a festa do diabo. Não profanemos a Festa do Amor divino! Embora o pão seja necessário e Jesus nos ensinou a pedi-lo na Oração do Pai Nosso, Ele não veio para nos dar “Panetones” gostosos! “Ele veio abrir-nos a porta do céu e garantir-nos a felicidade de filhos adotivos do Pai celeste”!

Os poderosos que governam o mundo são famintos de dinheiro. O Imperador Cesar Augusto convocou um recenseamento para saber quantos seriam os habitantes do Império e com seus instrumentos administrativos cobrar de maneira mais eficiente os impostos sobre os mesmos. Os poderosos, homens do governo, não procuram o bem dos cidadãos, mas rechear suas contas bancárias. Para estes, Jesus nasceu inutilmente!

“A graça de Deus se manifestou em Jesus Cristo que nos ensinou a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e viver com equilíbrio, justiça e piedade (…) aguardando a manifestação do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo”. Para entender a mensagem de Jesus em seu Natal, precisamos converter-nos (mudar de cabeça e de coração). Se você não entra em sintonia com a rádio emissora, você não vai ouvir a música que ela toca! Entremos em sintonia com a mensagem de Jesus em seu Natal e então, sim, experimentaremos a verdadeira alegria de seu Natal!

Frei Carlos Zagonel
Fonte:http://www.paroquiansacoxipo.com.br/conteudo.php?sid=44&cid=4252

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